Titãs vira filme
Titãs, a vida até parece uma festa. Este nome dado ao filme foi a forma mais e sincera de relatar a trajetória de uma das bandas mais influentes do Brasil nos últimos anos, desde o seu surgimento em 1981 quando era formado por Arnaldo Antunes, Paulo Mikos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Tony Bellotto, Ciro Pessoa e Sérgio Brito.
Um ano depois entraria Branco e o baterista André Jung e depois substituído por Charles Gavin.
O filme partiu de arquivos pessoais de Branco, um dos integrantes, que tinha cerca de 200 horas de filmagens, e ainda foram acrescentadas mais de 100 horas de arquivos de TV de participações de programas como Chacrinha, Bolinha, Raul Gil e do extinto Perdidos na Noite, comando por Fausto Silva.
Destas cenas de TV saem alguns dos momentos engraçados. Segundo Paulo Mikos, quando a banda se apresentava no programa da Hebe Camargo, e ela pergunta “Mais isso é Punk?”, Branco Mello respondia com uma frase visivelmente ensaiada: “Não, é Sonifera Ilha”, e logo soltavam um Playback da canção desse mesmo nome, que foi o grande sucesso do primeiro álbum da banda, intitulado Titãs, em agosto de 1984.
O filme também conta as crises provocadas por Tony Belotto e Arnaldo Antunes por porte de Heroína em 1985, a saída de Arnaldo e a trágica morte de Marcelo Fromer, atropelado por uma motocicleta em São Paulo em 2001.